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Atua��o pol�tica de Teot�nio Vilela � lembrada em novo livro

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No mês em que se completa o centenário do nascimento de Teotônio Vilela, 28 de maio ? o político alagoano mais respeitado e admirado na atual história política brasileira ? é reverenciado em livro pelo escritor Carlos Marchi. Senhor República ? A vida aventurosa de Teotônio Vilela, um político honesto é o título da obra a ser lançada pela editora Record, nos próximos dias, em São Paulo, Maceió e Brasília e que traz momentos importantes da vida política do alagoano, símbolo da luta pelas eleições diretas e redemocratização do Brasil. ?É, como se vê, a biografia de Teotônio, um político fora do comum que percorreu, em sua vida política, um arco ideológico de 180 graus, sempre mantendo sua lisura, coerência e franqueza. Teotônio não era um homem de conchavos. Dizia a seus interlocutores: ?Quando falarem comigo, falem alto. Eu não falo baixo?. Quer dizer, não cochichava, não tramava urdiduras pouco recomendáveis?, enfatiza o autor. De acordo com Carlos Marchi, a postura de político liberal de Teotônio Vilela é o fio condutor da obra, desde o início da carreira política na antiga UDN, partido ?fundado para preservar as liberdades e enfrentar as agruras da ditadura Vargas?. ?Ele passou a vida citando as grandes figuras liberais ? John Locke, Edmund Burke, Thomas Jefferson e, no Brasil, Frei Caneca e Tavares Bastos. No universo político brasileiro, Milton Campos e Daniel Krieger, com quem conviveu?, reforça o autor. Para Marchi, como relatado em seu livro, o ?Menestrel das Alagoas?, título surgido a partir de composição de Milton Nascimento ? a história de como surgiu a canção também é contada na obra ? cometeu dois equívocos em sua carreira política: o primeiro quando apoiou, como deputado estadual de primeiro mandato, o impeachment do então governador Muniz Falcão, em Alagoas; e o segundo com o movimento militar do golpe de 1964, que também contou com o apoio dele, por achar que os militares implantariam uma democracia representativa legítima no País. ?Quando viu que o regime militar marchava para sua perpetuação no poder, esquecendo a democracia que pregara na origem, começou a cobrar que se democratizasse. Nessas cobranças, usava a linguagem pós-golpe de 1964, que invocava a democracia liberal ameaçada pelo governo João Goulart. Começou aí sua fase rebelde. Ao longo do tempo, tornou-se incômodo para o regime militar. Esteve para ser cassado duas vezes, uma em 1964, logo após o golpe, outra em 1968, após o AI-5?, destaca Carlos Marchi. O escritor revela no livro como Teotônio Vilela conseguiu se safar das duas cassações. A obra segue com passagens do político alagoano pela oposição, no então MDB, que depois se tornou PMDB ? partido que chegou a presidir quando Ulysses Guimarães se afastou para tratar da saúde ? e na luta pelas ?Diretas Já?. O autor também relata momentos da vida pessoal e amorosa de Teotônio, por considerar que houve influência direta na atuação política dele.

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