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Política

Nova linhagem pol�tica deve demorar a surgir

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O resultado da primeira eleição pós-crise política no Brasil não deve trazer reflexos significativos nas urnas, embora marque a história do País. Mudança no quadro só mesmo com reforma política, que passa necessariamente pelo Congresso Nacional e, nos moldes em que é defendida por segmentos da sociedade, dificilmente se estabelecerá. Quem lida com a ciência política e com instituições que se colocam à frente do combate à corrupção considera que o processo eleitoral de 2018 terá que sofrer uma assepsia, fazendo surgir a figura do novo político, que substituirá a velha casta dominante, vinda de famílias que seguem se perpetuando no poder e onde as mudanças se dão apenas no nome. Porém, a forma de fazer política é tão antiga quanto há séculos. Para outros, a saída passa pelo julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), dos parlamentares acusados de envolvimento na Operação Lava Jato. Julgados e condenados, dariam lugar a novos nomes. A Gazeta ouviu especialistas na temática para saber o que se desenha para as eleições do próximo ano, quando os brasileiros escolherão o presidente da República, governadores; senadores; deputados federais, estaduais e distrital. INCERTEZAS Coordenadora do Curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a cientista política Luciana Santana, fala sobre incerteza para definir o presente e o futuro político do Brasil. ?Estamos vivendo um mar de incertezas. Não sabemos ao certo o que acontecerá nas eleições previstas para 2018. Diferentemente das duas últimas décadas, não temos sequer noção de quais partidos serão protagonistas na disputa nacional. Os escândalos de corrupção que vieram a público nos últimos anos já demonstraram o envolvimento da maioria dos partidos políticos?, ela diz.

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