loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Munic�pios de AL ter�o ISS maior

Ouvir
Compartilhar

A derrubada do veto pelo Congresso Nacional à reforma do Imposto Sobre Serviços (ISS) traz impactos significativos para os municípios alagoanos e é considerada uma vitória importante do movimento municipalista brasileiro, como afirma o economista e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cícero Péricles. ?A derrubada do veto é muito positiva para os municípios alagoanos, da capital, Maceió, que deverá recolher anualmente mais R$ 22,3 milhões de ISS, até a menor localidade, Pindoba, que receberá oito mil reais, passando por Arapiraca que aumentará sua arrecadação em R$ 4 milhões no decurso de um ano?, diz Cícero Péricles à Gazeta. Segundo o economista, ?a diferença está em que, pela população e pelo maior volume de consumo, essas localidades utilizam mais ou menos os cartões de crédito e têm mais planos de saúde, que são pagos e seus impostos arrecadados nas cidades onde estão as sedes dos grupos ou empresas prestadoras?, informa, ao destacar que ?os valores relativos ao pagamento desse imposto, o ISS, ficam, a partir de agora, na própria localidade do consumidor. São recursos que fazem falta às prefeituras alagoanas, sempre carentes de receita púbica, na medida em que base de arrecadação é estreita e pobre?. IMPACTO SOCIAL Num momento de crise econômica e de baixa arrecadação, associado à dependência financeira dos municípios aos repasses federais, o economista Cícero Péricles pontua que o dinheiro das operações dos cartões de crédito terá um importante impacto social. ?Esse dinheiro no caixa dos municípios significa mais recursos nos cofres das prefeituras das pequenas localidades, a maioria absoluta das prefeituras alagoanas, que têm problemas de arrecadação porque não possuem secretarias de finanças atuantes, cadastros atualizados para a cobrança, refletindo o tamanho da economia, a pobreza de sua população, o desaparelhamento dos entes municipais e as dificuldades políticas de arrecadar impostos locais em pequenos municípios, onde os vínculos pessoais e mesmo familiares são fortes?, diz o economista. Essas localidades, diz o economista, ?dependem, e muito, dos recursos federais, principalmente das transferências obrigatórias ou voluntárias, convênios, para tocar suas ações ao longo do ano. Esse dinheiro, portanto, chega em boa hora?.

Relacionadas