Política
Crescimento emperra por falta de novos projetos
Para se criar uma região metropolitana é preciso passar por aprovação, via projeto de lei, na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) e ter como perfil a integração entre cidades, a partir de uma localidade central, mais desenvolvida. Este é o caso de Arapiraca, que concentra a região metropolitana do Agreste e Maceió, que reúne as cidades em seu entorno. Mas, após a formação, de nada adianta se os municípios envolvidos não se unirem à apresentação e execução de projetos em conjunto, por exemplo, a partir de programas específicos criados pelo governo federal para estes aglomerados urbanos. É o que tem acontecido em Alagoas. Praticamente não há ações neste sentido. E a questão acaba por ser unicamente divergência ou disputa política. Prova disto é a atuação parlamentar na própria ALE. Quando da criação da metropolitana do Agreste, através de projeto complementar do deputado arapiraquense Ricardo Nezinho (PMDB), aprovado em dezembro de 2009, a proposta envolvia 20 municípios da região e uma população de mais de 605 mil habitantes, número que a colocava na 23ª colocação em população entre 28 regiões até então existentes no Brasil. Nesta mesma época, por considerarem que o colega poderia lucrar politicamente com a criação e até mesmo para se garantirem diante de suas bases eleitorais, vários outros deputados decidiram apresentar no Legislativo projetos à criação de novas regiões, que acabaram aprovadas, mas que sequer os próprios alagoanos conhecem, como é o caso da metropolitana de Cajueiro e de Palmeira dos Índios, por exemplo. Esta última, a princípio, pertencia a Agreste. Apesar de pouco ou quase nada de aproveitamento dos gestores aos benefícios que uma região metropolitana pode oferecer, Ricardo Nezinho cita o caso da telefonia. Antes, lembra ele, para se fazer uma ligação de Arapiraca para uma outra cidade da região, era cobrada tarifa de deslocamento, ?interurbano?, com a implantação da metropolitana, todas as cidades se tornam ?local?.