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Crise na educa��o em Arapiraca pode levar � perda de recursos

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A crise na educação em Arapiraca permanece há um mês sem solução e o caso já é tratado na Câmara de Vereadores e no Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Alagoas (Sinteal) como prejudicial a todo o sistema, inclusive com possibilidade de perda de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Professores e sindicalistas realizaram mais um ato no centro administrativo do município e esperam ser recebidos na mesa de negociação pelo prefeito Rogério Teófilo (PSDB). A categoria está em greve por reajuste salarial de 7,64%, mas a prefeitura somente havia ofertado 2,33%, para ser implantado a partir do terceiro quadrimestre deste ano. ?Realizamos assembleia e a proposta apresentada foi rejeitada?, assegura o presidente do Sinteal, André Luís da Silva. Ele informa que os profissionais deveriam retomar as negociações com o município ainda na sexta-feira, 9. O sindicalista também reforça a tese de que, com a paralisação das aulas, que já dura um mês, a chance do município tirar nota baixa no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é alta, o que, segundo ele, pode acarretar na perda futura de recursos do Fundeb. ?As provas do Ideb devem acontecer agora entre agosto e setembro e como os alunos da rede terão tempo hábil para estudarem, diante deste quadro de paralisação??, questiona André Luís. O presidente do Sinteal afirma ser preciso que o Executivo uso de bom senso e reveja a posição apresentada. Na Câmara Municipal, o vereador Fábio Henrique (PCdoB), em discurso no plenário, também chamou a atenção para o fato da perda de recursos do Fundeb, por influência das notas ?baixas? que os alunos da rede municipal, segundo ele, iriam tirar no Ideb. De acordo com a secretária municipal de Educação e Esporte, Mônica Pessoa, tal afirmação do vereador não tem fundamento. Diante da situação, ela destaca que os salários dos professores estão em dia, considera democrático os trabalhadores buscarem melhoria salarial, mas, diante da realidade financeira atual do município.

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