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Crise pol�tica beneficia partidos pequenos

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As eleições de 2018 são consideradas uma das mais imprevisíveis dos últimos anos. Denúncias de corrupção trazidas à tona principalmente com a Operação Lava Jato expuseram os chamados partidos peso-pesado, que costumam fazer o maior número de eleitos. No topo da lista, PMDB, PSDB e PT. Os petistas perderam a presidente da República, Dilma Rousseff, que foi afastada num processo de impeachment. O líder maior do partido, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, responde a inquéritos na Lava Jato. No PMDB, Michel Temer assumiu no lugar de Dilma, e é citado por delatores na mesma operação, podendo também perder o cargo, enquanto o PSDB engrossa a lista de legendas que teriam recebido propinas decorrentes de desvios da Petrobras. Desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o FHC (1994-2001), os tucanos teriam se beneficiado com os recursos desviados da estatal, segundo os delatores. É nesse cenário, que envolve outras tantas agremiações partidárias, que o eleitor irá às urnas no ano que vem. Há quem aposte que nessa avalanche de denúncias os partidos pequenos, chamados também de ?nanicos?, encontrem espaço e façam um maior número de eleitos. Para a cientista política e professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luciana Santana ?não há nenhuma relação direta de que nomes envolvidos em escândalos tiram votos dos grandes partidos?. ?Eu diria que o ?mercado? eleitoral está aberto e tudo pode acontecer: os grandes partidos podem continuar sendo protagonistas das disputas nacionais, depende de quais serão as opções de cada partido, ou a disputa poderá ser marcada por uma maior fragmentação partidária na disputa nacional, inclusive com a participação competitiva de partidos médios ou pequenos?. Segundo ela, ?tudo dependerá da conjuntura política em 2018, dos rumos do atual governo e das investigações/condenações na Lava Jato e do resultado do processo de cassação da chapa Dilma/Temer. Temos um cenário futuro de muita imprevisibilidade?, afirma. O deputado federal Ronaldo Lessa, que preside o Diretório Estadual do PDT, resume em uma frase a relação crise política versus ascensão dos nanicos: ?Não necessariamente, porém amplia um pouco a possibilidade?, ele diz.

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