Política
Governo quer aprimorar o MCMV da porta para fora
Melhorar a qualidade de vidas dos moradores de condomínios do Programa Minha Casa Minha Vida é uma das principais metas do Ministério das Cidades, conforme enfatizou na quarta-feira (14) o ministro das Cidades, Bruno Araújo, durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado. Segundo ele, pesquisa identificou que os moradores do MCMV estão felizes ?da porta para dentro?, mas insatisfeitos ?da porta para fora?. Por isso, os novos empreendimentos deverão contar com maior infraestrutura urbanística, como ruas entre os edifícios e paisagismo. Além disso, a escolha dos locais para construção de novos condomínios da faixa 1 (que contempla famílias com renda bruta mensal de até R$ 1,8 mil) deve observar a oferta de transporte público, correios, telefonia pública, assim como a presença de policiamento e de comércio. ?Apesar do avanço quantitativo, o programa gerou áreas de segregação, conjuntos habitacionais que foram desconectados do provimento de serviços básicos como comércio, Upas, escolas, de equipamentos sociais mínimos. Precisamos oferecer mais moradias para atenuar o deficit habitacional, mas também garantir qualidade de vida aos moradores?, afirmou o ministro. Conforme as novas regras do programa, em cidades com menos de 100 mil moradores, os condomínios não poderão ter mais de 500 unidades habitacionais. Municípios ou empresas com obras paralisadas também não poderão mais participar do programa. A meta do governo é construir 610 mil unidades por meio do programa em 2017. Bruno Araújo ressaltou que o governo está retomando 34 mil obras que estavam paralisadas. Está contratando também 25.664 novas unidades habitacionais para a faixa 1 com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). Ele afirmou que o ministério conseguiu readquirir equilíbrio financeiro e não tem mais faturas em atraso com construtoras. ?O milagre foi cancelar obras impossíveis de fazer por questões físicas, técnicas e orçamentarias e a partir daí ter tido uma conversa franca com governadores e prefeitos?, explicou.