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MP investiga comida servida a desabrigados

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As denúncias de que parte dos donativos não está sendo entregue e que a comida servida aos desabrigados das enchentes que castigaram o município de Marechal Deodoro tem qualidade duvidosa já estão sendo investigadas pelo Ministério Público Estadual (MP) e devem ser apuradas também pela Polícia Civil e por uma comissão especial da Câmara de Vereadores daquela cidade. O caso foi revelado, em primeira mão, na última quinta-feira, pelo AL TV 1ª Edição, da TV Gazeta. As vítimas das cheias vivem na incerteza do tempo que permanecerão nos abrigos esperando a prometida casa. Problema semelhante estaria ocorrendo em outras cidades atingidas pelas chuvas e que têm desabrigados. O coordenador estadual de Defesa Civil, major Moisés Pereira de Melo, informou que na próxima segunda-feira pretende se inteirar das circunstâncias do fato para acompanhar a apuração dos órgãos competentes. O gestor disse estar surpreso com os informes das supostas irregularidades e que não tomou conhecimento de atitudes semelhantes que podem estar acontecendo em outras localidades. Um dia após as denúncias virem à tona, os promotores José Antônio Malta Marques e Silvio Azevedo foram a Marechal Deodoro averiguar se os atos ilegais se confirmavam. Malta Marques coordena a comissão formada pelo MP que fiscaliza possíveis fraudes com doações e recursos destinados às vítimas das inundações e Azevedo é o titular da promotoria do município. Os dois visitaram o espaço reservado pela prefeitura para funcionar a central de donativos, que fica no antigo fórum, e as escolas onde estão os desabrigados. Nestes locais, observaram, principalmente, o armazenamento dos materiais e o preparo dos alimentos. Em nota, o MP informou que a dupla de promotores não constatou as irregularidades. Mesmo assim, pediu que a Polícia Civil instaure um inquérito com o propósito de apurar a denúncia de que haveria comida deteriorada sendo entregue às vítimas. ?Constatamos que não há perda da qualidade da água doada. O que ocorre é que alguns botijões estão sujos e isso dá a impressão da água estar barrenta, ou coisa parecida. Mas todos observamos que os vasilhames estão com sua integridade conservada. O que achamos foi um pequeno desajuste na logística de entrega desse material. Solicitamos à prefeitura que aprimore isso para que não falte água ou qualquer tipo de estrutura para as pessoas que ficaram sem suas casas?, afirmou Malta Marques.

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