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Rede de esgoto deve ser ampliada

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O convênio entre a Companhia Alagoana de Saneamento (Casal) e o governo do Estado para a execução de obras estruturais ligadas ao abastecimento de água e saneamento básico em municípios operados pela empresa, já foi assinado entre as partes e deve ser oficializado nos próximos dias com a publicação no Diário Oficial do Estado. A parceria prevê investimento estimado em R$ 100 milhões, metade para cada parte envolvida, que devem ser aplicados ainda este ano. A expectativa é que sejam atendidos os 77 municípios nos quais a companhia realiza operações. Vários projetos já estão em execução no Agreste e Sertão. ?O convênio já foi assinado. O governo está representado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) com interveniência da Fazenda. Após publicação no Diário, será aberta uma conta específica, para ser gerida pela Casal e pela Seinfra. A medida que a companhia investir os recursos, o governo do Estado fará o depósito em valor igual. Para que isso aconteça, precisamos comprovar os investimentos feitos. Nossa intenção é atender ao maior número de municípios?, explica Clécio Falcão, presidente da Casal. Ele comemora o superavit de R$ 7,5 milhões que a empresa obteve em 2016, pela primeira vez em décadas e espera seguir crescendo também este ano. Para garantir o crescimento da companhia, Clécio Falcão afirmar ter feito ?um ajuste fiscal severo?, a partir da revisão de 144 contratos que a Casal mantém e que envolve serviços terceirizados e postos de vigilância, entre outros. ?Uma série de atividades foram ajustadas à real capacidade da Casal. Com os ajustes conseguimos uma redução nos gastos de aproximadamente R$ 18 milhões. Com isso, a empresa saiu de um deficit de mais de R$ 58 milhões registrados em 2014, para um superavit de R$ 7,5 em 2016 e que animou o governo. Com isso, topamos o desafio de investir R$ 50 milhões este ano, que será dobrado com o aporte de mesmo valor por parte do governo?, acrescenta. Para garantir os investimentos, no atual governo, a empresa também passou a promover nova política tarifária com aumentos anuais acima da inflação. A última solicitada é de 9,76%. Somados os últimos anos se aproxima de 50%. Clécio Falcão assegura que a tarifa atual paga pelos consumidores, equivale-se a média paga em todos os estados do Nordeste. Para ele, antes da atual gestão, o governo fazia demagogia com a tarifa.

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