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Política

Coliga��es t�m futuro incerto

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As eleições gerais de 2018 devem acontecer com mudanças que são propostas no projeto de reforma política em tramitação no Congresso Nacional. As alterações são dadas como certa e, caso deixem de ser aprovadas pelos deputados federais e senadores, certamente será feita em partes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como já ocorrido no último pleito, quando a corte impediu o financiamento privado aos candidatos. Um dos pontos que deve modificar o cenário é o fim de coligações partidárias à disputa proporcional. Parte dos parlamentares, vereadores e dirigentes partidários em Alagoas concorda com a medida. Porém é preciso avançar ainda mais. A reforma política também é vista como ?uma esperança? de mudança no atual cenário político brasileiro com representantes eleitos envolvidos em crimes de corrupção, desvendados principalmente pela Operação Lava Jato da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Em maio passado, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) encaminhada à Casa pelo Senado, para apreciação e votação dos parlamentares. Uma comissão especial discute a proposta sugerida pelos senadores, para posteriormente encaminhar a PEC a votação em plenário, em dois turnos, com a necessidade de no mínimo 308 votos favoráveis. Entre as mudanças propostas no texto de autoria dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) constam a proibição de coligações nas eleições para deputado e vereador a partir de 2020 e estabelece uma cláusula de desempenho para o funcionamento das legendas, entre outras medidas. Na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), há posições contrárias e favoráveis ao fim das coligações às eleições proporcionais, embora a escolha dos novos representantes a partir da quantidade de votos obtidos nas urnas seja dominante. Para os que defendem o fim da união de partidos em disputa nas urnas para o legislativo, a medida vai acabar com o que consideram uma ?injustiça?: um vereador ou um deputado ser eleito com menos votos que um concorrente, somente devido a coligação da qual faz parte. No âmbito federal, o caso mais emblemático envolve a coligação do deputado federal eleito por São Paulo, Celso Russomano (PRB), que obteve mais de 1,5 milhão de votos e com isso conseguiu puxar junto com ele mais outros quatro candidatos do mesmo grupo político. Em Alagoas, vereadores eleitos para a Câmara Municipal de Maceió destacam a eleição do colega Anivaldo da Silva Luiz, mais conhecido como Lobão, que obteve mais de 24 mil votos e com isso acabou influenciando também na eleição de outros concorrentes do grupo, que tiveram pouco mais de 4 mil votos e que, por pouco, por conta da coligação, quase impediram a eleição da vereadora Fátima Santiago, que havia conquistado mais de 7 mil votos. Outro exemplo apontado foi a eleição da então vereadora Heloísa Helena, na época pelo PSOL, em 2008, quando na ocasião obteve mais de 29 mil votos e acabou elegendo o colega Ricardo Barbosa, que alcançou pouco mais de 400 votos.

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