Política
Medida vai evitar �xodo de m�o de obra
A construção dos acordos já teve início. O entendimento comum é o de que é necessário, por exemplo, garantir investimentos em agências de fomento que atuam em benefício da região. ?Isso se daria por meio de uma agenda complementar de investimentos nas agências de fomento, como a Sudene. Melhorar os canais de atendimento do Banco do Nordeste, com financiamento dos próprios bancos públicos, Banco do Brasil e Caixa Econômica, criando linhas adequadas à região. Ou seja, dar condições de manter a empregabilidade e condições econômicas na região?, defendeu Santoro. Dessa forma, se evitaria que o Nordeste, por conta do desemprego, voltasse a fornecer mão de obra para as outras regiões. Essa compreensão foi a mesma defendida pelo governador alagoano. Com a construção dos acordos e garantia da sobrevivência econômica, será dada ainda mais condições das pessoas permanecerem no Nordeste, mantendo as atividades produtivas, que sejam fortes, com perspectiva de crescimento, além do serviço público. CRISE O tema é complexo, mas como a questão fiscal atualmente tem sido um desafio também para estados que sempre figuraram como ?ricos? e agora, por conta dos efeitos da crise econômica e por problemas internos, passaram a depender muito mais da União, existe uma brecha para o debate em torno do ?bolo tributário?. A ideia é repactuá-lo, de modo que leve em conta as reais necessidades locais, para evitar a ?romaria? de prefeitos e governadores em busca de recursos, por conta da queda gradativa dos repasses. ?Desde a Constituição de 1988, o tamanho do bolo tributário se transformou. Estados e municípios diminuíram a participação e a União cresceu. Hoje, sempre que estados e municípios precisam fazer investimentos precisam ir a Brasília, leia-se à União, pedir com o ?pires na mão? para virem aqui e fazer investimento, além de fazer pressão para garantir o investimento público e o empréstimo?, acrescentou Santoro.