Política
Comunidades devem pressionar o Estado
Com a falência e a mecanização da agroindústria canavieira a partir dos anos 1990, milhares de trabalhadores migraram para as cidades em busca de trabalho. Como eram uma mão de obra desqualificada, a maioria, sem alternativa, ocupou as encostas das barreiras, grotas e favelas nas periferias. O crescimento das áreas pobres se deu de forma desorganizada, sem a presença do Estado e a única ação que apareceu primeiro foi a da polícia, avaliou um dos pensadores e secretário de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT/ AL) professor Luiz Gomes, que defende um levante das comunidades para que o Estado leve às comunidades mais escolas, postos de saúde, áreas de esporte e cultura. ?Nas grotas e nas favelas estão os trabalhadores desempregados e aqueles que vivem do subemprego. Por ser uma população numerosa, desorganizada, curiosamente essas áreas são disputadas pelas igrejas evangélicas e pelo tráfico. Quando se aproxima o período eleitoral, desembarcam os fisiologistas, oportunistas, os assistencialistas que oferecem ajudas temporárias em troca de votos?, disse o professor Luizinho.