Política
Sindicatos preveem baixa ades�o � greve geral
Mesmo com o avanço da reforma trabalhista para aprovação no Senado, medida que vai de encontro a entidades de classes dos trabalhadores, as grandes centrais sindicais do País esperam menor adesão para a greve geral, programada para hoje. Em Alagoas, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que reúne 151 entidades, conta efetivamente com a paralisação de bancários, químicos, rodoviários e parte dos metalúrgicos. Para o ato programado para às 10h, na Praça dos Martírios, em Maceió, os sindicatos envolvidos esperam reunir aproximadamente 2 mil pessoas. ?Nosso foco principal é a paralisação no local de trabalho. Algumas categorias como bancários e rodoviários param até o meio dia em Maceió. A perspectiva de ter uma adesão maior em nosso ato fica complicada por conta da chuva?, considera Luciano da Silva Santos, secretário de finanças da CUT/AL. Ele reforça que a principal bandeira da greve geral é se posicionar contra o projeto de reforma trabalhista, que segue para aprovação no plenário do Senado. Para o sindicalista, a proposta do governo federal beneficia apenas setores do capital e deixa de fora os trabalhadores. Para Luciano Santos, a governo deveria primeiro ter trabalhado a reforma tributária, para então pensar em realizar a trabalhista e a previdenciária, estas duas já em tramitação no Congresso Nacional. Além da perspectiva de menor adesão à paralisação, o diretor da CUT também reconhece a pressão sofrida pelos trabalhadores por parte de empresas, que cortam o ponto de quem adere ao movimento, conforme ele, como ocorrido em outras greves. Além da CUT, outras centrais sindicais, a exemplo da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Força Sindical, também estão envolvidas no movimento. No caso da CTB, as atividades no Estado envolvem a participação de movimentos sociais e devem ocorrer, conforme os organizadores, no ato em Maceió e em cidades como Arapiraca. No caso da Força, a entidade comunica manifestações para alguns estados do Brasil, como o vizinho Pernambuco, mas deixa Alagoas de fora das ações, que serão concentradas em sua maior parte em São Paulo.