Política
Fundo para custear campanha eleitoral avan�a
Os caciques dos partidos da base aliada do governo do presidente Michel Temer não querem apenas salvá-lo. Ganhou força nas duas últimas semanas a articulação para que se crie um fundo eleitoral que garanta dinheiro público, oriundo do Orçamento Geral da União, para custear o pleito de 2018. A estimativa é garantir R$ 3,5 bilhões, no próximo e nos demais processos eleitorais. A proposta corre por fora da reforma política, apesar de ser diretamente ligada ao pleito. Comandam o movimento pelo ?fundão?: PMDB, PSDB, DEM, PSB, PP, PR e PSD. E, se tudo der certo, o texto será aprovado até setembro em caráter de urgência. Conforme as primeiras informações, 50% dos recursos seriam partilhados com os partidos que têm representação de forma igualitária. A outra metade, seguindo o critério da proporcionalidade na Câmara e no próprio Senado. MUDANÇA A repercussão da medida, que vem como alternativa ao fim dos financiamentos privados de campanha, divide os parlamentares quanto à forma. Mas, em geral, os entrevistados pela reportagem da Gazeta entendem que há necessidade de garantir recursos. Na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), o deputado Sérgio Toledo (PSC), que luta para regularizar a legenda e garantir recursos do Fundo Partidário, diz que tão importante quanto garantir o dinheiro é melhorar sua distribuição Brasil afora. ?Na realidade os partidos centralizam, o Diretório Nacional é quem faz a distribuição. E quem está nos estados sente essa dificuldade de dinheiro e são cobrados pela base, leia-se diretórios municipais também. A gente fica sem condições de discutir, porque tudo fica na esfera federal, que fica trabalhando com o governo e a justiça para mudar. Então, se houver uma legislação que obrigue o repasse de um percentual X ficaria muito melhor para contemplar os diretórios, pois hoje recebemos apenas o que eles querem mandar?, explicou Toledo.