Política
A esquerda sempre defendeu isso, mas s� agora a direita decidiu aderir
Para o petista Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), o ideal é o que se discute na Câmara, que é o financiamento público de campanha. ?A esquerda brasileira e o PT sempre defenderam isso. Quem tinha aversão a esse debate era a direita: DEM, PP e até o PMDB era contrário. Com o processo da crise e das várias operações contra partidos, as próprias empresas, mesmo que pudessem, ficariam fora, porque não iriam associar o nome aos partidos. Então, agora, a direita está fazendo discussão e até concordando ideologicamente com a gente?, disse Paulão. Em sua avaliação, somente com o dinheiro tendo origem pública conhecida será possível garantir seu repasse baseado na representatividade. ?O mais importante para nós é que isso torna o processo mais democrático. Se pegarmos todos os países europeus, como França, Portugal, Noruega, Dinamarca e Alemanha, todos, sem exceção, têm fundo público. Só nos EUA o modelo é privado, com indústrias financiando?, lembrou Paulão. Ele lembrou que, na América do Sul, Uruguai e Argentina também têm financiamento público. Conforme Paulão, o Fundo Partidário é para custear os 35 partidos. ?O problema é que isso é uma anomalia, pois entre estes há as legendas de aluguel, que não possuem diretórios nos estados e se mantém apenas em Brasília, cooptando deputados para garantir o repasse, pois quanto maior a bancada, maior o fundo partidário?, revelou Paulão. Nessa lógica até as legendas organizadas, a exemplo do próprio PT, recebe, por mês, pouco mais de R$ 20 mil. ?Isso serve para pagar sede, luz, funcionários. Mas uma discussão na Reforma Política é onde se defende o fortalecimento. Agora, a direita está defendendo um novo fundo, só para a eleição, mas esse debate não é consensual. Nós continuamos defendendo que seja financiamento público, para padronizar a todos. Não se evita a corrupção, mas pelo menos se dá transparência?, defendeu o petista.