Política
LABORAT�RIOS T�M DEMANDA REDUZIDA
A maioria dos laboratórios da Ufal, antes da crise, estava sucateado e com necessidade de renovar os equipamentos. Hoje, todos precisam de material para o funcionamento mínimo. Um dos exemplos do prejuízo acadêmico são as clínicas-laboratório do Curso de Odontologia, que atende, em média, a 800 pessoas com serviços gratuitos. ?Faltam o material de consumo, anestesia, medicamentos, amálgama entre outros itens necessários para o tratamento dentário das pessoas. Os equipamentos precisam de manutenção constante?, revelaram estudantes que pediram para não terem os nomes publicados. A reitora confirmou: ?o que temos hoje nas clínicas da Odontologia estamos conseguindo manter funcionando e garantir que os estudantes tenham as aulas práticas?, disse a professora Valéria Correia. Para tentar contornar a situação, a reitoria trabalha para fechar parceria com o Ministério da Saúde e com a Prefeitura de Maceió, a fim de desenvolver o programa ?Gradua-Sus?. O objetivo é fazer com que a prefeitura arque com estes serviços das clínicas do curso de Odontologia, até porque o município tem dificuldade de manter os consultórios das unidades de saúde. Desta maneira, a demanda reprimida vai para a universidade. Com relação ao Hospital Universitário (HU), a situação é semelhante. Por causa do grande contingente, falta capital para investimentos em novos equipamentos, pessoal e em obras. Há mais de dois anos, a Ufal fez a adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) - que fica no MEC - e hoje cuida da gestão do HU.