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Equipamentos ficam sem manuten��o

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Enquanto a Ufal como um todo tem o conceito três ? considerado como o mínimo numa avaliação de zero a cinco do Ministério da Educação ?, alguns cursos estão bem abaixo disso. O de Comunicação Social, responsável pela formação de jornalistas e relações públicos, tem o conceito dois e está entre os piores do Estado. Apesar de ter um quadro de professores - doutores e mestres de excelência -, o curso enfrenta a falta de investimentos há mais de 15 anos. Os laboratórios, além de sucateados, têm equipamentos defasados para as exigências das novas mídias e da cultura digital. Os computadores de pesquisa e de aulas práticas precisam de manutenção, metade não funciona. Faltam professores e técnicos no curso. Há quatro anos, um grupo de professores, entre eles os jornalistas Érico Abreu, Ricardo Coelho e Lídia Ramires, elaborou o projeto de modernização dos laboratórios de Comunicação Social. O laboratório de Telejornalismo precisa de equipamentos orçados em R$ 1 milhão. Por falta de dinheiro, os ex-reitores orientaram os professores a reduzirem em 50% os gastos; depois mandou cortar mais 25% e no final investiu R$ 100 mil. ?O curso de Jornalismo tem conceito dois por causa da infraestrutura precária e defasada?, disse o professor Érico Abreu, que estimula os colegas a superarem a carência tecnológica dos laboratórios com criatividade e com o talento individual. Reconheceu, porém, a necessidade de investimentos em tecnologia nos laboratórios. A professora Lídia Ramires sonha com o departamento de Comunicação produzindo conteúdo internamente para toda a universidade. Ela observa que, com os laboratórios funcionando, a universidade poderá ter emissora de rádio, circuito interno de televisão, produção de vídeo, jornais, entre outros conteúdos. ?Para os projetos evoluírem é preciso uma política de educação com investimentos?, defende a professora. O problema da carência na infraestrutura quase provocou o fechamento de cursos importantes como Educação Física, Geografia, Dança, Medicina Veterinária. A nova gestão da Ufal teve que adotar um mutirão na academia para construir novos prédios e equipar laboratórios desses cursos em situação crítica.

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