Política
Crise política também pauta reunião
Todos os olhares do Brasil estão votados para a capital federal, Brasília. Esta semana, os deputados deverão discutir a tramitação e definir a relatoria da denúncia de corrupção contra o presidente da República Michel Temer. Há especulação de que os advogados de Temer enviem também à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a manifestação da defesa. O ministro dos Transportes, o alagoano Maurício Quintella, após a reunião no TRE, avaliou a atual situação política do país e classificou como preocupante. ?É claro que o Brasil tem de ser passado a limpo. Esse é o desejo de toda a população. Toda denúncia precisa ser analisada com critério e atenção. O Congresso, no caso específico dessas denúncias contra o presidente Michel Temer fará isso. Está na Constituição?, afirma. Para o ministro a situação é prejudicial, principalmente, para a economia do País. ?Esse tipo de crise que já aconteceu no governo Dilma e que acontece hoje no governo Temer impacta diretamente a economia. Por mais que o Congresso e o Executivo trabalhem e façam a sua parte, a crise atinge toda a população?, observa. Segundo Quintella, a confiança do consumidor tinha se elevado, o Risco Brasil tinha caído, mas depois das denúncias envolvendo o presidente Michel Temer houve um abalo no mundo político nacional. ?Todo o trabalho que vinha sendo feito, de uma forma ou de outra, fica estancado ou se perde?. O ministro aproveitou para criticar a denúncia baseada na delação do empresário Joesley Batista. ?Neste caso específico, eu acredito que é uma denúncia inválida, pois está baseada em uma delação premiada de um bandido notório. Talvez um dos maiores bandidos de colarinho branco que o País já tenha conhecido, que promoveu uma armadilha para pegar o presidente e inviabilizar sua liberdade ? e conseguiu. Este bandido financiou de forma irregular e criminosa a campanha de mais de 2 mil políticos do País e saiu absolutamente ileso. Foi graciosamente imunizado pelo Ministério Público?, alfinetou.