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CUT e sindicatos reagem contra fim de abono salarial

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A pressão para que a reforma da Previdência seja aprovada na Câmara dos Deputados ganhou um novo capítulo, por parte do governo. Agora, a equipe econômica ameça cortar o Pis/Pasep se as mudanças não ocorrerem. A possibilidade de corte do abono, que este ano tem previsão de pagar R$ 18 bilhões, foi rechaçada por sindicalistas alagoanos. Quem primeiro levantou essa possibilidade, ainda como ?estudo?, foi o próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na semana passada durante entrevista. Mas no início da semana, a informação circulou como algo real em Brasília, justamente no momento em que a Câmara tenta retomar a agenda de discussões do projeto de reforma, encaminhado pelo governo Temer. Ontem, ao tomar conhecimento da proposta, a presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT/AL), Rilda Maria Alves, disse que o momento é delicado e que a classe trabalhadora está pressionada com a possibilidade da perda de tantos direitos. ?Vivemos à mercê de um Congresso que está submisso ao governo. Nós não podemos perder o abono porque atende diretamente ao trabalhador que ganha menos, o mais humilde. Esse governo já deixou claro que não tem compromisso com o fortalecimento da economia e do emprego, mas sim do interesse dos empresários?, lembrou. Ela criticou também a reforma trabalhista, que tramita no Senado Federal, considerando-a tão perigosa e cruel quanto a previdenciária. ?Por isso estamos nos reunindo, na próxima quinta e sexta-feira, num congresso extraordinário para discutirmos essa situação das reformas?, revelou Rilda, convocando os sindicatos para os eventos no auditório da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag). Se o governo decidir, de fato, mexer no abono e acabar com o Pis/Pasep, vai atingir 22 milhões de trabalhadores que ganham até um salário mínimo e estiveram empregados e inscritos nos últimos cinco anos.

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