Política
Ifal dribla burocracia e pressiona MEC por verba
Como as universidades brasileiras, os institutos federais não estavam preparados para o programa de expansão e interiorização do ensino superior que o governo implantou no País a partir de 2008. Tudo começou apenas com a determinação política, mas sem planejamento estrutural e funcional. No caso de Alagoas, o Ifal tinha quatro campi, pouco mais de 4.500 alunos. Com dois anos de projeto de expansão pulou para 20 mil alunos. Resultado, apesar de louvável a oferta de ensino superior de qualidade no interior, o Ministério da Educação (MEC) não se preparou para atender a demanda reprimida da sociedade, que busca ensino de qualidade, público e em condições de atender às exigências e demanda do mercado profissional. O projeto de levar o ensino superior público para o interior do Brasil é uma iniciativa política do ex-presidente Lula, que até hoje defende mais espaço nas escolas públicas para o filho do pobre . Os reitores das universidades e dos institutos federais aplaudem a iniciativa. No entanto, fazem críticas ao MEC por não ter criado as condições para que a expansão dos cursos superiores funcionassem com planejamento, recursos e com a infraestrutura necessária. As instituições iniciaram a expansão em condições provisórias. O Ifal, por exemplo, começou a expansão em campi emprestados pelos municípios ou pelo Estado. Só algum tempo depois iniciou a construção dos prédios próprios. Os alunos reclamavam das condições precárias de ensino e cobravam instalações adequadas. As construções de prédios públicos geralmente demoram porque precisam de previsões e de dotações orçamentárias. Outro problema: o volume de dinheiro necessário para as obras é liberado lentamente.