Política
C�mara se alia a grevistas e adia recesso em Arapiraca
A Câmara Municipal de Arapiraca decidiu suspender o recesso legislativo, até que a crise na educação seja solucionada pelo prefeito do município, Rogério Teófilo (PSDB). Os professores da rede municipal estão em greve há quase dois meses e sem previsão de retorno. A presidente do Legislativo, vereadora Graça Lisboa (PDT), confirmou ontem a decisão. ?Nós decidimos que só entraremos em recesso quando a greve acabar. O prefeito tem até boa vontade de resolver a questão, mas, segundo ele, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) tem impedido a recomposição salarial para os professores?, ressaltou a presidente do Legislativo. Ela lembrou que a medida da Câmara representa apoio à causa dos trabalhadores da educação, mas destacou que se tratam de poderes independente e que apenas o prefeito pode resolver a questão. Graça Lisboa acrescentou que Rogério Teófilo espera pelo crescimento da arrecadação neste segundo quadrimestre do ano, para então ver a possibilidade de reajuste salarial a partir do próximo mês de setembro. ?O prefeito nos afirmou que a LRF já está em 57%, quando o limite prudencial deveria ser de 54%. Ele espera melhorar a arrecadação, para que possa sair desse impasse com a LRF e conceder o reajuste?, completou a vereadora. Para ela, os trabalhadores são merecedores do reajuste. ?Vamos aguardar os acontecimentos?, posicionou-se. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Alagoas (Sinteal), núcleo Arapiraca, André Luiz da Silva, o prefeito é que precisa encontrar os meios jurídicos para resolver a questão da LRF, que se referem aos gastos públicos com os servidores em geral, incluindo contratados e comissionados. ?O problema não é a verba do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação)?, argumentou o sindicalista, destacando que os recursos para a educação são constitucionais. Ele reforçou que a categoria pede recomposição salarial de 7,64% e se disse agradecido pelo apoio recebido dos vereadores. Com relação ao desconto em folha que os trabalhadores tiveram pelos dias parados, determinados pelo prefeito Rogério Teófilo, o presidente do Sinteal confirmou a entrada na Justiça com pedido para devolução do dinheiro, já que a greve é considerada legal em decisão do desembargador Alcides Gusmão da Silva. ?Vamos pedir ao nobre desembargador que determine ao prefeito, a devolução dos recursos retirados dos salários dos trabalhadores?, diz.