Política
TOMBAMENTO � DESRESPEITADO
No período da inauguração, o Palácio do Trabalhador abrigava as grandes entidades sindicais, como os Sindicatos dos Urbanitários, dos Motoristas, da Alimentação, das Costureiras, dos Alfaiates, dos Sapateiros, entre outros que se fortaleceram politicamente e hoje têm sede próprias e/ou têm condições de alugar espaços maiores e melhores. ?Ficaram aqui os pequenos sindicatos, como os dos Feirantes, dos Trabalhadores da Extração do Óleo Vegetal, da Comarhp, dos gráficos, dos aposentados, dos trabalhadores das indústrias de álcool etc?, destaca o presidente do Sindicato dos Vendedores Varejistas, Antônio do Santos. Ao lembrar outros fatos históricos que marcaram a sede dos sindicatos pequenos, ele ressaltou que na gestão do governador Ronaldo Lessa ? hoje deputado federal do PDT/AL ?, em 2001, o prédio passou por uma grande reforma. ?É importante destacar também que este é o único prédio dos trabalhadores tombado pelo Patrimônio Histórico. Portanto, a Secretaria de Estado da Cultura, o governo de Alagoas tem compromissos com a preservação deste patrimônio importante do nosso povo?. No desabafo, o sindicalista reclamou que já tentou audiências com as autoridades de cultura, mas não conseguiu ser atendido. ?Nós queremos convidar as autoridades responsáveis pela preservação do patrimônio histórico para ver a situação do nosso Palácio do Trabalhador. Há 16 anos estamos abandonados e a gente não é contemplado nem com uma pintura na fachada?, diz. O Palácio do Trabalhador pertence a uma fundação. A entidade funciona como condomínio: cobra taxas ?simbólicas? dos sindicatos entre R$ 250 e 400; numa área onde o aluguel de salas pequenas de escritórios custam em média R$ 1.300. A proprietária do imóvel ? Fundação Palácio do Trabalhador ? hoje tem dificuldade de contratar gente para manter a limpeza e a segurança do local.