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GET�LIO VARGAS E SEU PAL�CIO ESQUECIDO EM MACEI�

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Nem de longe o Palácio do Trabalhador, que fica na Avenida Moreira Lima, número 629, no Centro de Maceió, lembra que ali, no período de 1950 a 2000, já foi palco de grandes discussões trabalhistas, disputas sindicais e parada obrigatória dos políticos que pleiteavam votos das classes trabalhadoras nos pleitos eleitorais. Abandonado e cercado por barracas de vendedores ambulantes, há duas décadas o Palácio é a única área pública da cidade com o busto do presidente da República Getúlio Vargas, que se matou em 24 de agosto de 1974, no quarto dele no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. A única discussão política nos bastidores do Palácio que hoje abriga pequenos sindicatos é a reforma trabalhista em curso no Congresso Nacional. A preocupação é com o fim das entidades pequenas, o que representaria a decadência total do Palácio do Trabalhador. O prédio começou a ser construído em dezembro de 1947 e fazia parte da política trabalhista da era getulista. Inaugurado em julho de 1950, pelo então governador Silvestre Péricles e pelo prefeito da cidade, João Teixeira de Vasconcelos, nesta fase ocorreu a efervescência do movimento sindical alagoano. TOMBAMENTO O imóvel pertence à Fundação Palácio do Trabalhador Alagoano. Em 28 de dezembro de 1998, o Estado reconheceu a importância política daquele patrimônio. Tanto que pelo decreto número 37.934 promoveu o tombamento histórico, para permitir que a fundação, através de gestões políticas, conseguisse patrocinadores públicos e privados, dispostos a patrocinarem a manutenção e a preservação do prédio. O local foi construído para funcionar como sede de sindicatos com poucos recursos financeiros e oferecer aos trabalhadores sindicalizados serviços médicos especializados, clínica geral e serviços odontológicos mantidos com as contribuições sindicais. Com as saídas dos sindicatos mais representativos, a instituição foi perdendo força política, financeira e os serviços médicos de qualidade.

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