Política
PRESIDENTE DE FUNDA��O APELA POR MAIS APOIO
Prestes a concluir os quatro anos de mandato, a presidente da Federação Palácio do Trabalhador Alagoano, advogada Elza Maria de Melo Lima, não quer saber de reeleição. Quando assumiu, sonhava em resgatar o prestígio do Palácio e transformá-lo numa entidade moderna e politicamente atuante. Não conseguiu. Hoje deixa transparecer a frustração e a desilusão com o movimento sindical dos pequenos sindicatos. ?Não tem como a gente conviver com uma situação como está a instituição. O prédio não tem condições de abrigar mais sindicatos, está ameaçado pela ação do tempo, parte da estrutura tem problemas sérios e não temos como fazer obras. A gente não recebe contribuição de órgão nenhum, daí não há como fazer a manutenção de nada por aqui?, admite. A sala da Federação fica no segundo andar, tem dois cômodos pequenos, sem conforto, cheira a mofo, tem uma secretária: Ana Paula Lucas de Souza. O local funciona também como escritório de atendimento da advogada Elza Lima. Parte do reboco do teto, acima da cabeça da advogada, caiu por conta da umidade. A ferragem está visível. Sem segurança, o prédio fica numa área de tráfico de drogas e pequenos furtos. Elza Lima conhece pouco da história política e social da instituição onde trabalha há dez anos. Ela acha que na época da inauguração, o imóvel chegou a abrigar quase trinta sindicatos de médios e pequenos portes. Confirma que hoje as salas da Federação Palácio do Trabalhador estão ocupadas por seis entidades sindicais, entre elas uma federação de trabalhadores. Os outros sindicatos foram embora por conta das acomodações precárias do imóvel. ?A falta de manutenção e a situação de abandono foram os principais motivos que afastaram os sindicatos do Palácio do trabalhador?, admite a gestora ao se mostrar desmotivada e sem alternativa para resgatar aquele patrimônio dos trabalhadores alagoanos.