Política
Aprova��o de reforma � recebida com contesta��es
A repercussão em Alagoas da aprovação da reforma trabalhista, no Senado, na última terça-feira, reuniu incertezas, mas também perspectivas de reação da economia. Para trabalhadores e operadores do Direito, o clima é de temor com o que consideram retrocesso da legislação. Mas para o segmento industrial uma nova fase de crescimento pode se instalar no País. Quem acredita nisso é o presidente da Federação das Industrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra. Ontem, ao falar do resultado, ele não escondeu o otimismo com a reação da economia do país, após os três últimos anos de crise e estagnação. Segundo ele, os chamados ?prejuízos? para a classe trabalhadora, de fato, não existem, mas sim a perspectiva de novas contratações e aumento da produtividade. ?A aprovação da reforma trabalhista é uma vitória do setor produtivo nacional. É uma conquista do empresariado, que não traz qualquer prejuízo aos trabalhadores. Muito ao contrário do que é dito por alguns, as mudanças na legislação trabalhista são decisivas para a preservação dos atuais postos de trabalho, para acelerar a criação de novos empregos e assegurar a retomada do crescimento?, diz. Ao comentar a posição política dos senadores, enquanto nas redes sociais muitos segmentos passaram a criminalizar quem votou com o governo, Lyra saiu em defesa da postura dos que aprovaram o projeto. Ele também procurou tranquilizar os trabalhadores do chamado ?clima de terror? que teria sido criado em torno da proposta. ?Repetimos que os direitos dos empregados permanecem sem nenhuma alteração. Não houve mudanças, por exemplo, nos 30 dias de férias anuais, 13º salário, FGTS, descanso semanal remunerado, entre outros. A partir de agora entramos na era da modernidade, com uma nova forma de relação entre trabalhadores e empregadores, que será positiva para as duas partes dessa relação, e para a sociedade?, completou o presidente.