Política
Condena��o deixa futuro de Lula incerto para 2018
A situação política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após sua condenação a 9 anos e seis meses de reclusão por corrupção passiva, repercutiu nacional e internacionalmente. Um dia após a decisão em 1ª instância do juiz Sérgio Moro, Lula partiu para o ataque confirmando que está na disputa para a sucessão em 2018. Para analisar essa posição do petista e se o que fala pode ou não se tornar realidade, a Gazeta ouviu três cientistas políticos para que analisassem o cenário, incluindo Lula, para o pleito do ano que vem. Na avaliação do cientista Eduardo Magalhães, a condenação de Lula é grave, mas não tanto quanto sua posição de anunciar que é candidato após ser condenado. Ele acredita que isso enseja numa situação de desrespeito às instituições. ?Uma candidatura lançada imediatamente após uma condenação é um desrespeito à própria Justiça. Ele não pode dizer que é candidato, pois se a 2ª instância mantiver a condenação ele não pode ser candidato a nada?, lembrou Magalhães. Segundo explicou, o momento político e social é delicado, por conta da crise que também afeta as instituições. Então, diante desse quadro, alguém condenado se posicionar desrespeitando a decisão judicial não é algo que possa dar um bom retorno. ?Nenhum país prospera sem que suas instituições sejam fortes. Um país é dirigido pelas instituições. Hoje temos um problema com a presidência, também no Supremo Tribunal Federal, ou seja, a corrupção está destruindo as instituições brasileiras. E ver o Lula dizer que a condenação não vale nada e é candidato à presidência é um insulto?, enfatizou.