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LIVRO RECONTA HIST�RIA DO CONFLITO

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O conflito que se formou em frente à ALE também é contado no livro da testemunha ocular do fato, jornalista Joaldo Cavalcante. Nesta segunda-feira, às 19h, ele lança o livro 17 de Julho ? A gameleira, as lembranças e a história decidida à bala. Ao conversar com a Gazeta, ele lembrou que no dia 17 a ALE iria apreciar a admissibilidade ou não do processo de impeachment formulado pela OAB e Ministério Público. Segundo conta, isso é importante para deixar claro que o processo de afastamento não chegou a ocorrer, já que Divaldo Suruagy optou pela renúncia ao ver as imagens e receber notícias de que a praça havia se transformado num ?campo de guerra?. ?Depois do tiroteio, o governador encaminhou a carta de afastamento por seis meses e quando chegou no final do ano, aí sim ele renunciou. O processo político não era para morrer, mas acabou sendo arquivado. Perdeu a força porque a carta deu uma pacificada e houve uma mudança de governo com o Manoel Gomes de Barros assumindo o governo?, conta o jornalista. Ele detalha no enredo da história o que motivou o ato na praça e o que se sucedeu. ?Eu estava na praça e me deitei atrás da gameleira. Naquele momento, ninguém sabia distinguir o que era bala de verdade ou festim. Os recrutas do Exército, que vieram de Caruaru, não sabiam o que fazer com os fuzis. Me lembro até hoje dos olhares de assustados deles?, recorda. Além do fortalecimento político das forças de esquerda, que depois ascenderam ao poder, Joaldo lembra também que a luta de civis e militares fez surgir um movimento e uma consciência dentro da PM e que culminou com a criação do Centro de Gerenciamento de Crises. À época, o advogado e militante de Direitos Humanos, Pedro Montenegro, foi um dos entusiastas da ideia.

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