Política
Movimento por elei��es diretas come�a a ganhar novo f�lego
A turbulência política do País por conta da crise que se estabeleceu nos três poderes após a Operação Lava Jato, a queda de Dilma Rousseff e a iminência da abertura de processo de impeachment do presidente Michel Temer, no Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser o combustível para a reedição da Frente Popular, em Alagoas. O primeiro ensaio nesse caminho ocorreu no início da semana passada, quando os deputados federais Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), Ronaldo Lessa (PDT) e Givaldo Carimbão (PHS) conversaram sobre os pontos que os unem na pauta política nacional. Em princípio, a agenda inclui o ?Fora Temer?e ?Eleições Diretas?, mas ao mesmo tempo deve servir de reação às ações do governo, que ao passo em que está mergulhado em denúncias de corrupção contra os principais nomes da República, usou a força política para aprovar a reforma trabalhista no Congresso Nacional. Mesmo tendo um pontapé inicial com políticos de expressão local, o movimento engloba artistas, intelectuais e simpatizantes das causas populares. O objetivo é que, assim como em 1984, seja suprapartidário, em defesa de temas e bandeiras nacionais. O deputado Givaldo Carimbão (PHS) é um dos mais empolgados com a iniciativa. Desde que rompeu com a orientação de seu partido e votou contra o impeachment de Dilma, ele revelou que vem observando os fatos que se sucederam. ?Não é possível. Como é que se cassa a presidente Dilma por conta das pedaladas, onde ela pegou dinheiro público, de um banco público, para manter um programa social, que depois seria reposto? Isso dá cassação. Mas agora um empresário se encontra com o presidente, na residência oficial e diz que tem R$ 500 mil, que está tudo certo, tem um juiz que está tudo certo, tem um informante, e o Temer diz que tem que manter. Mas ainda tem quem pense que é por conta da economia um pouco mais estável. Peraí, então por conta da economia se pode fazer tudo??, indagou Carimbão. Ele lembrou que a tarefa é conversar também com o PCdoB, disse Carimbão, a fim de que seja montada uma estratégia estadual, por exemplo, com o Fora Temer. O líder da bancada federal, deputado Ronaldo Lessa (PDT), confirmou a importância de discutir pontos que unem. Porém, deixou claro que sua posição em relação às eleições diretas é claramente contrária. Não por conta do instituto do processo em si, mas por conta dos prazos e do rito a ser seguido, uma vez que se terá que mexer na Constituição.