Política
Mais de 1 milh�o podem ficar sem �gua em Alagoas
A Agência Nacional das Águas (ANA) deu mais prova ontem de que o rio São Francisco está morrendo e que a preocupação tem sido a geração de energia elétrica, ao invés do abastecimento humano, ao reduzir a vazão na barragem de Sobradinho (BA) para 550m³, o menor índice desde que o reservatório começou a operar, em 1979. A notícia, divulgada ontem, pegou a todos de surpresa e caso o nível das águas não suba com as chuvas, principalmente nas regiões das nascentes, em Minas Gerais, mais de 1 milhão de alagoanos podem ficar sem abastecimento de água, segundo estimativas da Companhia Alagoana de Abastecimento (Casal). A captação de água do conhecido ?Velho Chico? para municípios de Agreste, Sertão e Baixo São Francisco já enfrenta problemas devido o baixo volume de água, segundo reconhece o vice-presidente de Gestão Operacional da companhia, Francisco Beltrão. Conforme ele, a situação em Alagoas ainda não se tornou de calamidade, devido às chuvas caídas no Estado e região, que ainda têm proporcionado uma vazão de até 1000m³ por segundo, que chegam à foz, no município de Piaçabuçu. ?As chuvas fazem com que águas dos afluentes cheguem 1000m³ por segundo na foz do São Francisco, mas isso tem um prazo, pois não vai continuar chovendo o tempo todo. Todo o rio morre pela foz. Para se ter uma ideia, Piaçabuçu, que fica distante 30km, já está com a água salinizada. Se nada for feito, vai ser um desastre. A Casal há tempos vem trabalhando, para fazer chegar até o governo federal a gravidade do problema?, reforça o diretor da companhia. Na prática, segundo ele, a Casal terá que captar água de maneira flutuante, já que existem muitas áreas ?descobertas? no rio, situação que pode piorar com a redução da vazão para 550m³, determinada pela ANA para vigorar até 30 de novembro deste ano. ?Com este volume o abastecimento vai estar altamente comprometido para mais de 1 milhão de alagoanos?, reforça.