Política
Pol�cia e MP ainda buscam foragidos
A operação é uma continuação da ?Sepse?, desencadeada em junho passado nas três prefeituras citadas. Após o cumprimento das medidas cautelares à época, centenas de documentos foram recolhidos e eles serviram de base para que o Gecoc pudesse aprofundar as investigações. Naquela ocasião, o empresário Josimar Campos de Araújo também foi alvo da operação e havia contra ele um mandado de prisão temporária. Josimar é apontado como proprietário da JC Campos Distribuidora, a principal empresa envolvida no esquema. Ele não foi encontrado em sua residência e, até agora, continua foragido, uma vez que o pedido de prisão temporária foi convertido em preventiva em função da fuga do acusado. Para o Gecoc, manter os acusados em liberdade significa dar a eles a possibilidade de atrapalhar o andamento do procedimento investigatório criminal (PIC). ?As cidades de Mata Grande, Passo de Camaragibe e Girau do Ponciano são de extrema pobreza, com índices de desenvolvimento humano baixíssimos, provocados por sucessivas gestões corruptas. Por isso, é imprescindível as investigações em curso, a fim de impedir que os agentes públicos investigados perturbem ou dificultem a produção de provas, orientando testemunhas, apagando vestígios do crime, destruindo documentos etc. Ademais, um dos crimes investigados, qual seja, integrar organização criminosa, comporta a prisão temporária?, alega o MPE. ?Ressalte-se, ainda, que a organização criminosa é um delito mais grave que a associação criminosa, trazendo maiores danos sociais, pelo que não haveria razão lógica para o dispositivo legal abarcar apenas a associação criminosa?, diz um outro trecho da representação do Ministério Público Estadual. Já com relação às medidas cautelares para fazer buscas nas residências dos investigados, o Gecoc acredita que novas provas possam ser localizadas a qualquer momento.