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Servidores marcam para abril primeira greve no governo Lula

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Brasília ? Os servidores públicos federais marcaram a primeira paralisação do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais (CNESF) ? fórum composto por 11 entidades sindicais que reúnem cerca de 800 mil servidores públicos do país ? comandará uma greve de 24 horas no próximo dia 8. A idéia da paralisação relâmpago é alertar o governo sobre o risco de uma paralisação por tempo indeterminado caso o Executivo insista na tramitação do projeto de lei do (PL-9) do governo anterior que prevê a criação de fundos de previdência complementar para futuros servidores) no Congresso. ?Será um dia nacional de luta em defesa da Previdência. Estamos chamando para a mobilização também servidores estaduais e municipais e trabalhadores da iniciativa privada?, disse o representante dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na coordenação, Paulo Barela. Acerto com o FMI Até agora, os servidores vinham adotando um tom ameno nas negociações com o governo em torno de uma extensa pauta de reivindicações - que incluía um reajuste salarial de 46,95%. A inclusão da aprovação do PL-9 na carta de intenções que o governo entregou ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no entanto, azedou o clima entre Executivo e servidores. Na carta, o governo ainda se compromete a enviar ao Congresso um projeto de regulamentação do PL-9 até junho. ?Se alguém está rompendo as negociações não somos nós com a paralisação, mas sim o governo ao fazer o acerto com o FMI?, comentou Barela. ?A criação de fundos de pensão autorizada pelo PL-9 é uma injeção de recursos públicos no mercado financeiro?, acrescentou.

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