Política
Prefeita � condenada por improbidade
A eleição da prefeita de Passo de Camaragibe, Edvânia Farias Rocha Ugá Câmara, a Vânia Câmara (PSD), sofreu uma reviravolta. Nessa sexta-feira, a divulgação da sentença da juíza Juliana Batista, transitada em julgado, condenando-a por improbidade administrativa, causou alvoroço na cidade. Até ser notificada oficialmente, ela permanece na função e, em vez de contestar a acusação, criticou seus ex-advogados. Na sentença, que nasceu em 2013 e vinha se arrastando até agora, após recursos judiciais, o Judiciário mantém o pedido de afastamento, com suspensão dos direitos políticos por três anos, perda da função, além de proibição de relação com o poder público, além do pagamento de multa equivalente a 30 vezes o último salário recebido por ela. Vânia está administrando a cidade pela segunda vez. A denúncia que resultou, agora, em sua condenação é apenas uma das 11 ações que ainda tramitam contra a prefeita. Conforme o levantamento no site do Tribunal de Justiça, em outras oportunidades ela foi denunciada por apropriação indébita e dano ao erário. Conforme levantamento, em boa parte das ações os recursos foram impetrados por diferentes advogados. O processo que culminou com a determinação para perda do mandato foi o de número 0000312-10.2013.8.02.0027. Os demais continuam tramitando, em grau de recurso, em alguns casos na 2ª instância. Durante toda a tarde de ontem, a reportagem buscou ouvir a prefeita, bem como sua defesa sobre o caso, a fim de apurar melhor os fatos. Conforme explicou sua assessoria, ela ficou reunida com sua defesa. No final da noite foi distribuída a seguinte nota, reproduzida na íntegra. ?A assessoria jurídica da prefeita do Passo de Camaragibe/AL, Vânia Câmara, vem através desta informar que o processo jurídico em questão foi conduzido pelos advogados Bruno Loureiro e Gilvan Albuquerque onde, naquela oportunidade, os mesmos foram informados que não continuariam à frente do processo em questão, por inúmeras insatisfações quanto à perda de prazos processuais. Movidos por um comportamento antiético e imoral, os advogados citados, através de uma procuração dada anteriormente por Vânia Câmara, agiram ilegalmente e de má fé quando da decisão que caberia recurso, Bruno Loureiro solicitou ao Tribunal de Justiça a renúncia do direito de recorrer para que o então vice-prefeito fosse empossado. Em virtude da ação criminosa por ele praticada, nós estaremos recorrendo com a nova equipe jurídica. Bem como faremos em todas as representações na OAB e, também, na esfera criminal contra tais advogados?.