Política
Maternidade do HU � interditada
O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) interditou sua maternidade e, por enquanto, não há previsão para que o serviço volte à normalidade. Devido às chuvas, o forro da maternidade ficou comprometido e ameaça a segurança de pacientes. O Complexo Regulador de Atendimento (Cora) comunica que, por enquanto, gestantes de alto risco devem se dirigir à Maternidade Escola Santa Mônica (MESM) e a unidade informa estado de lotação. Na tarde da última quinta-feira, 20, um pedaço do forro de uma das enfermarias do 6º andar do HU caiu e chegou a atingir a acompanhante de uma paciente, conta a superintendente da instituição Maria Regina dos Santos. ?A acompanhante foi levemente atingida, ela já se encontra bem e, diante desse acidente, nós acionamos o setor de infraestrutura do hospital para a realização de uma análise da estrutura da maternidade. Após o exame, nosso engenheiro constatou que uma reforma deve ser realizada no forro, que todo o gesso deverá ser removido e que a ala teria de ser interditada de imediato para preservar a segurança dos nossos pacientes?, explica. No momento que o acidente ocorreu, a maternidade alojava 53 pacientes. A superintendente conta que a quantidade representava lotação na ala e que, após o susto, as pacientes que ainda não poderiam receber alta, foram realojadas para o andar da obstetrícia e para outras localidades do hospital. ?Devido a essa mudança, ainda há pacientes que aguardam realocação. Por isso e por todo o acontecido, nós pedimos que as gestantes não venham ao HU. Se mesmo assim aparecer alguma mãe em pleno trabalho de parto, nós atenderemos, mas essa mãe não terá o atendimento desejado porque ela irá para a sala de obstetrícia. Portanto, pedimos que as gestantes não venham ao hospital e que aguardem as próximas notícias da reforma?, pede. Maria Regina ainda afirma que, antes do acidente, não havia fissuras na estrutura da maternidade que indicasse a necessidade de reforma. E que após a determinação do fechamento temporário da maternidade, a superintendência da unidade entrou em contato com o Cora para pedir a suspensão da regulação de gestantes para o hospital. Segundo o engenheiro civil do HU, Alan Silva, o problema estrutural da maternidade, que foi exposto pela chuva, aconteceu devido à demora para a realização de um serviço de manutenção. ?O processo de desgaste é natural, o problema foi a demora para a troca do material que deveria ser retirado gradativamente. Nesse caso, não houve manutenção preventiva nessa ala. Mas as obras começarão ainda neste sábado e pretendemos fazer por partes. Começaremos pelas enfermarias mais críticas e depois seguiremos para os corredores. Faremos uma parte do trabalho, liberaremos o espaço para ser utilizado e depois liberaremos a segunda parte restaurada?, explica. Apesar de o hospital ter sido surpreendido com o desabamento do gesso do teto, Alan Silva também garante que manutenções estavam sendo realizadas no HU e que há 15 dias três enfermarias haviam sido reformadas. Com a interdição da maternidade do Hospital Universitário, o Cora comunicou à direção da Maternidade Escola Santa Mônica que gestantes e neonatos de alto risco devem ser atendidos na unidade. * Sob supervisão da editoria de Política