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Munic�pios enfrentam caos administrativo

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Nos municípios de Água Branca, Japaratinga e Porto Real do Colégio, por exemplo, os atuais gestores encontraram as prefeituras praticamente abandonadas. Em Água Branca, o prefeito José Carlos de Carvalho (PSDB) sequer encontrou material de expediente ou o quadro de funcionários definido, e até móveis desapareceram na passagem de uma gestão para outra. Para iniciar as atividades, ele teve que decretar estado de calamidade administrativa, porém, passados seis meses de sua gestão, a localidade ainda permanece impedida de buscar recursos federais, devido à punição por débito com a União, que mantém o nome do município ?sujo? no Serviço Auxiliar para Transferências Voluntárias (CAUC). Em Japaratinga, o prefeito Klever Rêgo Loureiro Júnior (PMDB) também decretou estado de calamidade, que resultou, no começo do ano, na exoneração de todos os cargos comissionados na prefeitura. Em Porto Real do Colégio, o novo gestor, Aldo Enio Borges (PSDB), chegou a acusar, após também ter decretado emergência administrativa, a subtração de documentos públicos pela gestão do ex-prefeito Sérgio Reis (PP). ?A precariedade da estrutura administrativa municipal, bem como a subtração de toda a documentação referente aos contratos administrativos, procedimentos licitatórios, documentos contábeis e financeiros, pastas funcionais dos servidores, inclusive com a subtração dos arquivos digitais com as informações sobre as folhas de pagamento dos servidores? foram justificativas relatadas na ocasião pelo prefeito, para sustentar o decreto de emergência administrativa no município. O promotor José Carlos Castro, coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público do MPE/AL, garantiu que todos os ex e atuais prefeitos foram advertidos sobre a necessidade de cumprimento da lei. Ele reforçou que os casos de irregularidades identificados devem ser comunicados aos promotores das comarcas locais.

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