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‘Nova cara’ da pol�tica alagoana

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Paralelo à crise política que parece não ter fim, o desejo de mudar, contribuir e organizar a sociedade permanece vivo. É o que dizem os representantes dos novos partidos que se apresentam como alternativa ao quadro atual, no qual querem ser vistos como a nova ?cara da política?. Disputam espaço neste processo a Unidade Popular, de extrema esquerda; o Partido Novo; o Partido da Mulher Brasileira; e o Partido da Igualdade. Quem está com o processo adiantado, já com registro e apto a receber quadros é o Partido Novo. O consultor Tibério Rocha acredita que, aos poucos, a sociedade irá entender e apoiar o partido por causa da proposta apresentada e o modo de construção das candidaturas. ?As nossas candidaturas, todas elas, passam por um processo seletivo. Não existem indicações ou garantias de candidatos. Não há apadrinhamento ou cacique político que indique um ou outro. Os candidatos do Novo assumem por decisão pessoal e se inscrevem num processo seletivo?, contou Tibério. Ele explica que o processo seletivo é formado por quatro etapas e chega a durar oito meses, onde são avaliadas capacidade de comunicação, propostas e aderência à ideologia do partido. Isso inclui, ainda, prova escrita, entrevista com banca e atividades práticas. Na última etapa ocorrerá o treinamento em técnica legislativa, discussão sobre reforma trabalhista, previdenciária. ?Nossa ideia é oferecer candidatos que tenham condições de cumprir a função para a qual a sociedade o elegeu. No Novo o político não ficará décadas na mesma função, seja vereador, deputado, enfim?, completou. Outra prioridade no Novo é não aceitar políticos carreiristas, oriundos de outras legendas, mas sim pessoas iniciantes no processo. Outro fator diferencial é que a legenda não aceita recursos do Fundo Partidário. Cabe a cada filiado pagar, no mínimo R$ 27,00 por mês para manter a estrutura. O valor pode ser maior, mas nunca virá de origem pública. ?Somos formados por profissionais liberais, pequenos e médios empreendedores, funcionários públicos, trabalhadores. Outro diferencial é que aqui o presidente do partido não terá cargo eletivo. Um coisa não se mistura com a outra?, disse.

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