Política
TRE/AL perder� R$ 1,9 milh�o/ano com rezoneamento
A extinção de 13 zonas eleitorais no interior de Alagoas está provocando um novo arranjo funcional, com a fusão das áreas suprimidas com a de cidades próximas que terão de agrupar-se para condução do próximo pleito de 2018. Muito mais que apenas uma decisão administrativa imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a medida mexe com servidores e até com a qualidade do serviço que será prestado. Ao todo, estima-se que entre 500 mil e 600 mil eleitores serão afetados. A determinação para o rezoneamento ocorreu a partir da necessidade do TSE em economizar gastos. A meta nacional é chegar a R$ 74 milhões. Conforme estudo feito pelo assessor especial do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE), Ednei dos Anjos, no Estado a economia será de R$ 165 mil/mês o que equivale a R$ 1,9 milhão/ano. De posse dos dados, o presidente do órgão, desembargador José Carlos Malta Marques, foi enfático em destacar que o processo pode provocar prejuízo à organização do pleito. ?Em Alagoas, não é atendida a finalidade da economia. Os valores aqui são muito pequenos no contexto da economia geral que se pretende. Por força disso, teremos uma desproporção muito grande, um contratempo enorme com cidades perdendo zonas e passando a se integrarem a outra. Isso provocará uma deficiência imensa?, destacou. Malta Marques lembrou que, com essa medida, serão 13 juízes eleitorais a mais, juntamente com a ausência de 13 cartórios, o que vai obrigar os eleitores e, futuramente, candidatos a se deslocarem para resolver pendências administrativas. ?A questão da fiscalização da eleição também será prejudicada porque teremos 13 promotores a menos numa eleição que contará com um eleitorado maior do que o do ano passado?, justificou Malta Marques. A queda de 55 zonas eleitorais para 42, como quer o TSE, além de mudar todo o ritmo já conhecido e sedimentado do processo eleitoral, afeta também a economia de algumas cidades por causa da saída dos servidores e do fluxo normal dos eleitores, que passarão inclusive a assumir custos para ficarem quites com a Justiça Eleitoral. Isso porque, na prática, a zona extinta, que migrará para outra cidade, levará os servidores, deixando apenas um posto fiscal para emissão de títulos. É o que vai ocorrer, por exemplo, com a 41ª zona eleitoral, que tem sede em Santa Luzia do Norte e, agora, deverá migrar para 8ª zona, em Pilar.