Política
Exame da OAB tem suspeita de fraude
Um grupo de advogados que realizou prova, no último domingo, em Maceió, para obter registro obrigatório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para o exercício da profissão, procurou ontem o Ministério Público Estadual (MP) e a Polícia Federal (PF), para denunciarem suposta fraude ocorrida durante a aplicação da primeira fase do exame de admissão, realizado pela Fundação Getúlio Vargas, que nega ter havido a irregularidade e mantém a lisura do procedimento. De acordo Maria Consuelo Souto Santos, uma das integrantes do grupo e que se formou em direito em 2015, vários candidatos perceberam que o envelope que continha as provas, aplicadas na sala 36, no Centro Universitário Maurício de Nassau, estava aberto e sem o lacre de segurança. Na ocasião, segundo ela, foi pedido a interrupção do exame, mas um fiscal da OAB local teria feito consulta na hora aos participantes, sobre se queriam ou não a aplicação, que acabou ocorrendo normalmente após votação favorável dos participantes. ?O edital diz que o exame deve ser anulado, caso haja indício de fraude a exemplo da violação do lacre, como de fato ocorreu. Queremos que o MPE, PF e a própria OAB investiguem o caso e anulem o exame, realizado em sua 23ª edição pela seccional de Alagoas?, manifesta-se. A OAB/AL, por meio de sua assessoria de comunicação, divulgou ontem nota de esclarecimento da FGV esclarecendo que ?a embalagem de segurança (contendo os envelopes lacrados de todas as salas) foi aberta na sala de coordenação por volta das 12h30 (horário de Brasília/DF) na presença de dois examinadores que, juntamente com representantes credenciados da Seccional de Alagoas e integrantes da equipe de aplicação da FGV, presenciaram a realização do procedimento e realizaram a devida conferência dos lacres? e que tudo ocorreu normalmente até o início das provas, às 13h.