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Ju�zes pedem interdi��o do sistema prisional

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A Justiça alagoana pode decretar, a qualquer momento, a interdição do sistema prisional por temer novas rebeliões. Baseado no levantamento feito nas unidades, os magistrados denunciam falta de estrutura, superlotação, entrada de drogas, celulares, objetos proibidos, deficiência no uso de tornozeleiras eletrônicas, além da ausência do presídio semiaberto e o mais grave: a falta de um investimento de R$ 44 milhões. Foi o próprio presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Otávio Praxedes, que confirmou que a intenção é mesmo a de intervir no sistema prisional. Pelo menos, a partir das consideraçãoes que tomou conhecimento. ?Os juízes de execução penal e do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário têm o entendimento de que o sistema está funcionando precariamente e não está havendo investimentos?, afirmou Praxedes à sua assessoria. Segundo os juízes, o dinheiro vindo de Brasília foi disponibilizado pelo Ministério da Justiça para a ampliação do número de vagas. Mas os serviços não teriam sido realizados, o que tem comprometido a segurança das unidades. Sustentam essas denúncias o juiz titular da 16ª Vara de Execuções Penais, José Braga Neto, seus auxiliares Antônio Bittencourt e Alberto de Almeida, bem como o desembargador Celyrio Adamastor, supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário, além do coordenador do grupo, juiz Josemir Pereira. O pedido dos juízes foi feito diretamente ao presidente do Tribunal de Justiça em detalhada reunião com a apresentação dos dados. Ainda segundo o juiz Braga Neto, os problemas detectados, agora, podem se agravar em função do fechamento de delegacias com presos, além da suspensão das atividades da Casa de Custódia, no Jacintinho. O conteúdo do documento apresentado ao TJ não foi liberado. À Gazeta, uma fonte ligada ao TJ revelou que os magistrados também têm preocupação com o acirramento de ânimos entre presos ligados a facções criminosas.

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