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Bancada federal de Alagoas deve votar contra Michel Temer

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Em meio às reuniões realizadas na calada da noite, liberação de emendas e pressão de líderes governistas, a maioria da bancada federal de Alagoas projeta seu voto no sentido de aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, afastando-o temporariamente do Palácio do Planalto. A denúncia deve ser levada ao plenário da Câmara na sessão marcada para a amanhã (2). O deputado Cícero Almeida (PMDB) diz que analisa os fatos, enquanto Arthur Lira (PP) vota com o peemedebista. Pedro Vilela promete se posicionar após reunião do PSDB, mas fala que já tem uma ?posição quase que formada?. Os governistas apontam que não há provas. Os ministros do Turismo, Marx Beltrão (PMDB), e do Transporte, Maurício Quintella (PR), devem ser exonerados para garantir votos pró-Temer no plenário, segundo a imprensa nacional. Mesmo cantando vitória com os levantamentos atuais, Temer não quer correr risco e aposta nos ministros-deputados para assegurarem o placar favorável e com folga. Apesar de o portal O Globo trazer em levantamento o seu voto sim de Vilela à denúncia contra o presidente, o tucano expressou ontem esperar uma última reunião com a bancada do partido na Câmara dos Deputados para então tomar a decisão final sobre a questão. Os deputados Ronaldo Lessa (PDT), JHC (PSB), Givaldo Carimbão (PHS) e Paulão (PT) já afirmaram seus votos contra Temer. Os suplentes Rosinha da Adefal (PT do B) e Nivaldo Albuquerque (PRTB) devem dar lugar aos titulares (Marx e Quintella) para formar o placar necessário para livrar Michel Temer. Arthur Lira deve seguir a mesma postura que teve ao rejeitar a denúncia contra o peemedebista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). De acordo com o deputado Givaldo Carimbão (PHS), é muito difícil que os deputados registrem presença no plenário da Casa na sessão de quarta-feira, o que pode resultar no adiamento da análise da denúncia. A oposição não quer registrar presença sem ter a certeza de que terá os 342 votos necessários dos deputados para a admissibilidade do relatório contra Michel Temer. Ainda de acordo com Carimbão, Brasília foi transformada ?em um grande balcão de negócios a céu aberto para se garantir votos pró-Temer?.

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