Política
Albuquerque vai � Justi�a para garantir vaga na CCJ
MARCOS RODRIGUES A disputa por espaço político nas Comissões Permanentes da Assembléia Legislativa está longe de acabar. Ontem, o deputado Antônio Albuquerque (PTB) comunicou que entrará na Justiça para garantir o nome de mais um deputado de seu bloco político na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). ?O embate será inevitável, mas isso se travará no campo eminentemente político. Para isso, já estamos em contato com um advogado?. Albuquerque revelou ainda que, mesmo como líder de bloco, não participou de nenhuma discussão sobre a proporcionalidade nas comissões. O bloco de Albuquerque pretende indicar o nome do deputado Dudu Albuquerque (PT do B). Naturalmente, a indicação tiraria a vaga do deputado Francisco Tenório (PPS). Ele foi indicado pelo presidente da ALE, Celso Luiz (PL), pelo critério da representatividade. ?Adotei o que diz o regimento, indicando os membros a partir dos blocos e também todos os líderes, inclusive de minorias?, argumentou o presidente. Celso, que é da bancada do governador Ronaldo Lessa (PSB), não acredita que o impasse resulte em problemas na base de apoio do governador na ALE. A CCJ é uma das mais importantes comissões da Assembléia e é composta por cinco deputados: Isnaldo Bulhões (PL), João Beltrão (PMDB), Francisco Tenório (PPS) e Sérgio Toledo (PSB), que foi eleito presidente. Para ele, o impasse não impedirá o funcionamento da comissão. ?Não acredito que a ação do bloco do deputado Albuquerque impeça o andamento do nosso trabalho, mesmo que a Justiça venha a detectar alguma falha?. Toledo disse, ainda, que a decisão da presidência foi amplamente analisada pela assessoria jurídica para evitar erros na proporcionalidade. A polêmica não impediu a instalação de quatro comissões: Orçamento e Finanças; Educação e Cultura; Agricultura; e de Direitos Humanos, a única que tem como presidente um representante da oposição, o deputado Paulo Fernando dos Santos (PT).