Política
DEPUTADOS E VEREADORES DEFENDEM FIM DE COLIGA��ES
A aprovação do voto distrital para as eleições de 2018 na comissão da reforma política na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira, em Brasília, fez surgir de pronto uma frente partidária contrária à proposta, que determina que os eleitos no pleito de 2018 serão os mais votados nas urnas, independente do partido. Este ponto, na prática, acaba com as coligações nas eleições proporcionais aplicada no atual modelo vigente, onde um candidato ?puxador de votos? de um grupo de partidos pode acabar elegendo outro menos votado que o concorrente, por conta do chamado quociente eleitoral. O novo sistema em apreciação, a princípio, fortalece o nome do político, mas por outro lado também obrigado o eleito a manter maior proximidade e representação com a comunidade a qual representa. Embora partidos de centro e de esquerda tenham formado uma ?frente parlamentar contra o distritão?, que reúne PT, PC do B, PSOL, PSD, PDT, PR, PRB e PHS e consideram que o voto distrital, em tese, enfraquece os partidos, diversos representantes políticos, inclusive integrantes destas legendas, já passaram por outras siglas partidárias, ou seja, muitos mudam para um ?novo partido? a cada eleição, em busca de condições para se reelegerem. Na ação, eles próprios se movem pelo nome diante do eleitor, assemelhando-se em partes com o voto distrital. Para o pleito 2018, tanto na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) como na Câmara de Vereadores de Maceió, o fim das coligações partidárias e a escolha dos candidatos mais votados nas urnas é posicionamento entre a maioria. A mudança de sigla à conquista de espaço à reeleição também faz parte da movimentação de vários deles. A postura política com relação a partido e grupo muda a cada eleição. O líder da bancada federal na Câmara Federal, deputado Ronaldo Lessa (PDT), que já passou por partidos como o PMDB e PSB, confirma que a frente parlamentar, a princípio contrária ao voto distrital, estuda a ideia mais profundamente e espera pelo fechamento da reforma política como um todo, para se posicionar definitivamente. Na ALE, os deputados Inácio Loiola (PSB), Severino Pessoa (PPS) e Ronaldo Medeiros (PMDB) defendem o voto distrital, ao considerarem que deve deixar de existir as coligações obrigatórias no atual sistema e serem eleitos os mais votados.