Política
� preciso logo deixar que sejam eleitos os mais votados
Para o vereador Silvânio Barbosa (PMDB), que também deve mudar de partido para disputar as eleições do ano que vem, com o sistema distrital a sociedade será mais representada. Ele mesmo reclama de que, quando estava no PSB, partido pelo qual foi eleito para o primeiro mandato ? ele segue no terceiro ? a legenda negou espaço, para que pudesse ter disputado a eleição para deputado estadual, por conta da coligação que o partido formou à época. ?Quanto à questão de mudança de partido, eu confesso que eu pensei em deixar o PMDB, desde o momento e a forma como o presidente Michel Temer assumiu o poder com o impeachment da presidente Dilma. Venho dos movimentos sociais e hoje não me sinto bem no PMDB. Nem sequer tive o direito de disputar das discussões da escolha do líder aqui na Câmara?, reforça Silvânio. Para o vereador, a obrigação dos partidos formarem coligação, como ainda acontece, é uma ?injustiça que deve deixar de existir?. ?É injusto você votar em um candidato e o teu voto não ter validade no somatório geral daquele candidato, porque quando vai computar o resultado final da eleição, são eleitos outros com menos votos, por conta das chamadas coligações. Essa reforma política tem que existir o mais rápido possível. É preciso acabar com essas coligações e deixar que as pessoas votem e sejam eleitos os mais votados?, completa Silvânio Barbosa. Para que entre em vigor para o pleito de 2018, o novo sistema de voto distrital precisa passar por aprovação em plenário na Câmara dos Deputados com o voto de no mínimo 308 parlamentares, entre os 513, em dois turnos de votação e ainda por processo semelhante com a maioria no Senado, até o próximo mês de outubro. A legislação determina que qualquer mudança na lei eleitoral, deve ocorrer no mínimo com um ano de antecedência do pleito.