Política
Supersalários impedem reajuste de servidores
Desde a última quinta-feira, servidores do Tribunal de Contas do Estado (TC) paralisaram as atividades e realizaram protestos cobrando reajuste salarial que, segundo eles, está defasado há três anos. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Contas de Alagoas (Sindicontas) afirmam que ?supersalários? comprometem a reposição salarial para a categoria, e prometem levar as denúncias sobre supostas irregularidades para o Ministério Público Estadual (MP). De acordo com a presidente do Sindicontas, Ana Maria Gusmão, o TC possuía um quadro de funcionários comissionados que recebiam salários de até R$ 2 mil reais. Em 2013, em um ato da presidência, foi criado um novo quadro de comissionados onde os salários são superiores à R$ 6 mil. ?Quase todos os dias novos comissionados são nomeados aqui no Tribunal de Contas, mas dinheiro para pagar a nossa recomposição eles não têm. Desde 2015 estamos pleiteando reajuste salarial e as desculpas são sempre as mesmas?, reclamou a sindicalista. Procurada pela Gazeta, a presidente do TC, conselheira Rosa Albuquerque, esclareceu que os cargos comissionados são para suprir a carência de pessoal, onde mais da metade dos servidores estão aposentados ou em processo de aposentadoria. Ela negou a existência de altos salários e que os maiores, com exceção de conselheiros e procuradores, são de diretores e que os valores são justificáveis devido às atribuições e responsabilidades. ?Os comissionados que recebem os maiores salários no TC são os ocupantes de cargo de diretor, cujos vencimentos ficam na faixa de R$ 8 mil brutos. Não podendo ser considerado um salário exorbitante, face às atribuições e responsabilidades inerentes do cargo. Causa estranheza, inclusive, o fato de o sindicato ter ficado silente todo esse período, deixando acumular as perdas alegadas (três anos), sem ter antes promovido essa discussão sobre a reposição salarial no período devido?, respondeu.