Política
PT quer renascer com caravana de Lula pelo Nordeste
Quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cruzar o Rio São Francisco e desembarcar em Penedo, na região sul de Alagoas, na próxima terça-feira (22), o Partido dos Trabalhadores (PT) dará início a uma cruzada no estado, visando defender as conquistas da sigla. Oficialmente, Lula vai ?ouvir a classe trabalhadora e ver de perto como está o povo nordestino?. Na prática, no entanto, o ato marcará uma tentativa de renascimento do partido mirando as eleições de 2018. A caravana montada pelo ex-presidente teve início ontem, na Bahia, e segue até o dia 7 de setembro, no Maranhão. Durante os próximos 22 dias, Lula percorrerá de ônibus os nove estados da Região Nordeste. Em Alagoas, as atividades terão início na terça-feira (22), com uma recepção da militância em Penedo, seguem na cidade de Arapiraca e serão concluídas na quarta-feira (23), quando o ex-presidente chega a Maceió. A programação inclui homenagens, atos públicos e, principalmente, a aproximação com as camadas da população que mais se identificam com a sigla. O presidente estadual do partido, Ricardo Barbosa, garante que a caravana não tem caráter eleitoreiro. No entanto, confirma que as viagens vão dar a base para a construção de uma plataforma de campanha que será utilizada nas eleições do próximo ano, que ficarão a cargo da Fundação Perseu Abramo. ?A campanha eleitoral de 2018 se dará em 2018. A caravana é uma incursão de Lula como dirigente político-partidário. Ele tem esse direito de viajar pelo Brasil. O Lula tem o direito de conhecer a realidade do povo brasileiro no pós-golpe. O Lula quer saber o que se passa. Até porque ele vem promover uma ampla discussão e debates com a sociedade civil, para elaborar um programa e apresentar como alternativa?, explica Ricardo Barbosa. De acordo com ele, a caravana não é um ato do Partido dos Trabalhadores, mas, sim, uma vontade pessoal do ex-presidente Lula. ?Nossa ideia é reativar uma frente ampla de partidos políticos e construir palanques não eleitorais, mas palanques institucionais, que vão reunir quem estiver na defesa da democracia e contra as reformas do governo Temer?, expõe. Barbosa defende que o PT se aproxime da parcela da população que o levou até a presidência.