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Corrida para se aposentar após reforma ajuda a agravar a situação

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Substituir servidor aposentado num cenário de crise econômica não é missão das mais fáceis. Implica em custos e, consequentemente, de riscos para as finanças de estados e municípios que vivem na corda bamba para equilibrar as contas públicas e sobrevier. O economista e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cícero Péricles analisa o cenário diante das aposentadorias que seguirão nos dez anos e cita a reforma Previdenciária como um dos motivos do aceleramento desse processo no País, além de um complicador para as finanças públicas. ?Essa possibilidade de aumento mais rápido de aposentadorias, muito estimulada pelo debate sobre a reforma da Previdência, é uma notícia ruim para as finanças estaduais e municipais. No caso alagoano, representa um aumento na conta negativa entre o que se arrecada de contribuições e o que se paga aos previdenciários, um valor que ultrapassa um bilhão de reais?, ele diz. O problema maior da previdência pública ? estados e municípios ?, afirma o economista, ?é o de que seus institutos de aposentadorias não têm a estrutura financeira, que deveria ter sido criada ao longo do tempo pelas contribuições do funcionalismo e do próprio entre público, para cobrir os pagamentos de seus aposentados e pensionistas. E isso cria uma despesa extraordinária, que é deslocar para a folha de pessoal mensal recursos do orçamento para cobrir essa diferença, diminuindo as possibilidades de investimento em áreas sociais e investimentos produtivos?.

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