Política
Polêmica também vai parar na Assembleia Legislativa
A lei que regulamenta o serviço de transporte motorizado por meio de plataformas tecnológicas, como a Uber em Maceió foi alvo de críticas dos deputados durante a sessão de ontem na Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Parlamentares apontaram para o que consideram taxas excessivas cobradas aos motoristas de Uber, que recairão, ao final, para o consumidor. A lei é considerada por eles um ato de precipitação. Os parlamentares defenderam que a regulamentação seja revista e discutida com as classes. O tema foi levado à tribuna da Casa pelo deputado Gilvan Barros Filho, do partido do prefeito Rui Palmeira, o PSDB. Munido de documentação, ele mostrou os valores das taxas que a legislação impõe aos motoristas de Uber e, por tabela, aos usuários do sistema. ?Na verdade, é uma lei precipitada, com quase nenhuma discussão, com a cobrança de taxas excessivas, que no final das contas quem vai pagar é o consumidor?, disse o deputado, ao afirmar que não discorda da regulamentação, desde que não inviabilize o serviço. ?Separei alguns itens que me chamaram muito a atenção. Um deles é o impõe taxas em caso de infração à lei que variam para o prestador do serviço de R$ 150 a R$ 1.500 e para a plataforma, de R$ 10 mil a R$ 100 mil. Mas que tipo de infração é essa??, questionou Gilvan Barros, ao defender que ?é preciso mais clareza, e não subjetividades. Essa lei veio com muitas obrigações, inviabilizando o sistema e no final das contas transferindo para os usuários esse preço?, disse. AUDIÊNCIA PÚBLICA O tema ganhou espaço na sessão e os deputados se revezaram em apartes. Ronaldo Medeiros (PMDB) afirmou que em um momento de desemprego, o Uber tem sido a alternativa para muitos trabalhadores e criticou a forma como foi aprovado o projeto, que segundo ele praticamente inviabiliza a taxa paga atualmente e a sobrevivência dos profissionais. ?Eu venho falando constantemente aqui nessa fome insaciável da prefeitura de Maceió por taxas. Foi a energia, são os pardais, agora na Uber, inviabilizou a previdência dos servidores do município?, disse ao defender que é preciso debater o assunto na Casa. ?Solicitei aqui uma audiência pública para debater a questão do Uber em Maceió, porque o que a gente quer não é criticar. Nós queremos contribuir?, diz.