Política
Clima de pré-campanha eleitoral também chega à Câmara de Maceió
O clima de disputa política com vistas às eleições gerais do ano que vem também chegou ao plenário da Câmara de Maceió, assim como já acontece na Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Em sessão realizada na última quinta-feira (24), vereadores ligados aos grupos do prefeito da capital, Rui Palmeira (PSDB), e do governador Renan Filho (PMDB) chegaram a travar debate e partir para ataques sobre qual dos dois gestores seria mais eficiente no cargo. As discussões foram iniciadas a partir de temas comuns ao Legislativo e resultaram em repreensão de colegas contrários a postura adotada pelos vereadores Eduardo Canuto (PSDB) e Sílvio Camelo (PV). As discussões tiveram início quando Eduardo Canuto, líder do prefeito Rui Palmeira na Câmara, dirigiu-se à tribuna para anunciar os valores e as localidades onde a prefeitura fará obras de recuperação dos estragos das chuvas com recursos recebidos do governo federal. Na ocasião, o vereador Lobão (PR) questionou sobre a região da Vila Brejal, que não aparecia na lista e Canuto informou que a área referida seria contemplada com recursos do projeto ?de Frente para a lagoa?, um dos projetos apresentados pelo prefeito ainda durante campanha à sua reeleição, no ano passado. Neste momento, Sílvio Camelo aproveitou para criticar o prefeito, ao citar que a referida ação depende de aprovação do governo federal, que deve ser colocado como avalista à concessão de empréstimo internacional para a prefeitura de Maceió. ?Espera que o governo federal vai avalizar, se está vendendo a casa da moeda?, declarou, fazendo referência ao projeto de privatização anunciado por Michel Temer e que para o vereador é prova que de a União não dispõe de recursos para bancar empréstimo ao município. Camelo chegou a citar os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, que também pleitearam autorização ao governo federal para a concessão de empréstimos, mas tiveram o pedido negado e aproveitou, mais uma vez, para fazer comparativos entre as gestões de Palmeira e Filho, ao ressaltar que o governador havia concedido mais de 6% de recomposição salarial ao funcionalismo estadual, enquanto o prefeito não havia concedido nada de aumento, até então, este ano.