Política
Tendência é desgaste ficar cada vez maior
Nos últimos 12 meses, o maior percalço que Temer enfrentou foi, sem dúvida, o processo de impeachment que poderia apeá-lo da presidência ? devidamente sepultado pelo Congresso ainda na fase de aceitação ou não da denúncia. A cientista política Luciana Santana destaca que Temer conhece muito bem como funciona o Legislativo brasileiro, principais estratégias políticas que podem levar ao sucesso de uma proposição, bloquear iniciativas e articulações, mas que agora precisa saber lidar com a ?fatura? cobrada pelos deputados por livrá-lo da cassação. ?A votação [da denúncia] mostrou que Temer não possui maioria absoluta na Casa. O resultado foi apertado. Significa que, a cada proposição de seu interesse terá que ser muito bem negociada previamente com os deputados de sua base aliada, ou seja, demandará mais moeda de troca para barganhar e garantir apoio para as votações?, diz. As perspectivas quanto ao futuro também são pouco animadoras para o presidente. Para ela, Michel Temer fechará seu mandato na mesma, com baixa popularidade, alta rejeição e grande desgaste. ?Essa situação só será alterada se passássemos por um nova ?mudança econômica e social positiva? para o brasileiro, na qual a maioria da população fosse a beneficiária direta dos avanços. O cenário e as perspectivas são outras. Ademais, em seu governo, a população tem ficado à margem das decisões políticas que têm sido tomadas no âmbito federal, e isso é um desastre para a democracia?. Entre a classe política, a gestão de Michel Temer pode não avançar rapidamente, mas aos poucos deve colocar a economia nos eixos. É o que espera o prefeito Rui Palmeira (PSDB). Segundo ele, os números apontam um ainda tímido e pequeno avanço, mas já demonstram uma tendência de aquecimento da economia.