Política
Auditores do Trabalho cobram novo prédio-sede à União
Auditores fiscais do Trabalho em Alagoas realizaram, na manhã de ontem, ato público para cobrar um posicionamento do governo federal em relação ao prédio-sede da Superintendência Regional do Trabalho, interditado desde o dia 11 de julho pelo Corpo de Bombeiros, que constatou diversas irregularidades no imóvel. Os auditores também protestaram contra a reforma trabalhista, que segundo eles desconstrói direitos adquiridos há anos. A mobilização ocorreu em frente ao prédio interditado, no Centro de Maceió, e reuniu ainda representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Alagoas (Sindprev) e outras entidades que atuam em favor da classe trabalhadora no Estado. De acordo com Martha Fonseca, delegada do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho em Alagoas (Sinait), um dos pontos específicos do ato se refere ?aos ataques aos servidores públicos, à Justiça do Trabalho e aos trabalhadores, com a reforma trabalhista, o anúncio da reforma da Previdência e o enfraquecimento das instituições, com o corte de recursos?. Além disso, a mobilização visa assegurar uma resposta do governo para a questão da sede da superintendência, que após mais de um mês desativada está sendo instalada em duas salas no edifício Walmap, também no Centro, mas que segundo os trabalhadores não terá capacidade para atender ao público que recorre aos serviços da superintendência. ?Aqui em Alagoas, estamos cobrando ainda do Ministério do Trabalho uma posição em relação à questão da nossa sede, que está interditada praticamente há dois meses e até agora o Ministério não se pronunciou como vai resolver a situação. O pessoal vai começar a trabalhar no Walmap, mas o espaço é muito pequeno e a gente não vai ter condições de atender ao trabalhador que precisa de nossos serviços, justamente em um momento crítico como esse, em que a reforma trabalhista vai entrar em vigor a partir de novembro?, diz Martha Fonseca. Ela alerta que o prédio não oferece nenhuma segurança aos profissionais. ?Não tem uma portaria onde possa ser feito o registro das pessoas que chegam ao local, como a gente tinha na antiga sede?, afirma ao lembrar do caso ocorrido há 15 dias quando um homem entrou com uma arma, ameaçou um funcionário do Incra, que funciona no prédio, e depois tentou se jogar do prédio.