Política
Collor representa Senado no Haiti
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da República, senador Fernando Collor (PTC), participou, na noite da última quinta-feira, no Haiti, da cerimônia que celebrou o sucesso da Missão das Nações Unidas para Estabilização do país caribenho, liderada por militares das Forças Armadas do Brasil. A solenidade contou com a presença do ministro da Defesa Raul Jungmann e da deputada federal Bruna Furlan (PSDB/SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara. O ato realizado no Haiti marcou também a conclusão da missão brasileira no país, após 13 anos. Collor ressaltou que neste período os combatentes deslocados de vários estados do Brasil para a Missão de Paz enfrentaram terremotos, furacões, graves crises sociais e políticas. Ele parabenizou todos os que contribuíram para o sucesso da estabilização, ao mesmo tempo em que fez uma homenagem aos 25 militares que morreram durante o período. O trabalho da médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, que morreu aos 75 anos, em 2010, durante um terremoto em Porto Príncipe, no Haiti, onde estava em missão humanitária para introduzir a Pastoral da Criança no país, também foi lembrado pelo senador Collor. Ele propôs e a Comissão Diretora do Senado aprovou, em abril deste ano, a criação da Comenda Zilda Arns para homenagear pessoas ou instituições que desenvolvam, no Brasil, ações e atividades destinadas à proteção da criança e do adolescente. Entre palavras de reconhecimento das autoridades ao trabalho dos militares brasileiros, também ficou marcado o sentimento de satisfação dos capacetes azuis pelo dever cumprido. ?Nós tínhamos três verbos impositivos na missão: cooperar, contribuir e realizar. Contribuir para a estabilização desse país amigo, cooperar em ações humanitárias e também realizar operações para que os dois verbos anteriores fossem concretizados. Cumprimos a missão. Por isso, os brasileiros estão em festa, o Brasil está em festa. Esses militares que estiveram no pátio hoje escreveram a história deles, mas também escreveram a história do Exército Brasileiro?, declarou o comandante Militar do Sudeste, General de Exército João Camilo Pires de Campos. O ministro da Defesa Raul Jungmann agradeceu a todos os militares das Forças Armadas que participaram da missão, relacionando o trabalho dos brasileiros com a concretização dos objetivos da criação das Nações Unidas, de defesa da vida em todo o mundo, e com o reconhecimento internacional ao Brasil. ?Soldados, provedores da paz: os senhores ergueram o nome do Brasil a um novo patamar, elevaram o reconhecimento que a todos nós muito orgulha?, reforçou o ministro. Desde 2004, cerca de 37.500 militares das Forças Armadas do Brasil dedicaram-se a promover a paz e a estabilidade no país mais pobre das Américas. No dia 15 de outubro, a MINUSTAH encerrará suas atividades. Em seguida, será ativada a MINUJUSTH, uma nova missão das Nações Unidas pelo apoio à Justiça no Haiti. ?Os capacetes azuis brasileiros serviram na MINUSTAH desde o início da sua implantação. Eles desempenharam um papel crítico na missão ao longo dos anos, durante os quais foram feitos progressos importantes?, afirmou a representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas e Chefe da MINUSTAH, Sandra Honoré. ?